
Bem-vindos ao podcast Uma vida naturalmente simples. Antes de ser produto, o Amor Luso é um projeto de vida. Neste vídeo, a Filipa abre o coração sobre o que nos move e porque decidimos partilhar isso num podcast.
000 – O porquê deste podcast
Antes de ouvirmos as vidas dos outros, tínhamos de contar a nossa. Somos o Amor Luso e este é o episódio em que nos sentámos os dois, o Vítor e a Filipa, a contar de onde veio tudo isto: porque é que um projeto de cosmética natural, ao fim de treze anos, resolveu fazer um podcast. Falamos do que custa fazer as coisas à mão num mundo com pressa, das vezes em que quase desistimos, e daquilo que percebemos que, no fim, o que mais ganhámos foram as pessoas. É daqui que nasce tudo o resto: da ideia de que uma vida só é naturalmente simples quando começa por ser um ato de amor.
uma vida – um ser Amor
Antes de tudo o resto, há isto: sermos. Darmo-nos o tempo de nos ouvir, de estar em silêncio, de perceber quem somos, para nós, e não para o mundo. É o amor a nascer aqui, dentro, e a estender-se a quem nos rodeia: a família, os amigos, quem cuidamos e quem nos cuida… É reconhecermo-nos parte da natureza, com o nosso próprio ritmo, a nossa própria natureza… É a procura de sentido, cada um com a sua fé, a sua filosofia, o seu caminho. Tudo o resto vem depois, a terra, as mãos, o corpo, o saber, o sustento, o mundo, nasce daqui. É que uma vida só é naturalmente simples quando começa por ser um ato de amor.
1. Ser, antes de fazer — darmo-nos o tempo de nos ouvir. O amor, por nós e pelos outros; o silêncio, o respeito e a procura de sentido. Quem somos, para nós.
2. A terra e a água — quem produz perto e vivo, ao ritmo das estações, com respeito pelo território e pelo clima.
3. As mãos que criam — fazer, com o que temos, o que é necessário e o que é belo. A arte como modo de viver, e o habitar como criação nossa.
4. O corpo e o descanso — somos o que comemos e onde vivemos. Da infância ao envelhecer, cuidar do corpo, do movimento e do equilíbrio.
5. Aprender e questionar — co-criar e partilhar cultura, formar o espírito crítico, e habitar sem medo o desconforto do desconhecido.
6. O sustento e o comum — gerar valor com sentido e sustentar quem faz, sem esquecer as redes que nos unem: as parcerias, as cooperativas, a comunidade.
7. A sociedade e o tempo — que mundo tivemos, temos e queremos. E para que serve a tecnologia, se não for para nos devolver tempo de viver.
Estas sete ideias não são um programa a cumprir, são um manifesto vivo, aquilo em que queremos transformar este espaço. Vivo porque não se escreve de uma vez: escreve-se a cada conversa, com cada pessoa que está connosco. Cada episódio acrescenta um olhar, uma realidade, uma linha e o conjunto vai-se tornando um acervo, um registo de identidades que fica… A memória de gente e de projetos que escolheram viver de forma naturalmente simples, guardada para quem vier depois. Não viemos ensinar nem vender: viemos ouvir, aprender e partilhar. Queremos dar palco a quem, no seu canto, faz do mundo um lugar mais belo, mais humano e mais são. E assim, se este espaço servir para que uma dessas vidas seja conhecida, ou para que um desses sonhos seja uma inspiração, então terá cumprido o seu propósito. Porque uma vida é, sempre, um ser de amor…