A Amor Luso vive muito da arte: da ilustração, do design e da fotografia. Eu estou por trás, acima de tudo, das duas últimas. São das muitas coisas que gosto e sobre as quais reflito…
A minha partilha de hoje será um facto ou uma opinião louca: acho um erro que uma máquina fotográfica possa não ter visor (viewfinder). Para mim, o ato de fotografar perde o sentido sem ele! É fundamental existir um foco mental exclusivo entre a máquina e a cena para se poder chamar fotografia. Tirar fotos a olhar apenas para um ecrã é algo diferente, uma outra arte que deveria ter outro nome (admiro quem faz essa arte, eu não consigo).
Não me considero um purista, muito menos um fotógrafo profissional, mas vejo nisto um absurdo artístico. Isto provavelmente interessa a pouca gente, mas vejo uma ligação com a realidade visual de espectadores da vida em que estamos presos… Mais do que nunca, a humanidade precisa de fotógrafos: pessoas que parem para olhar para o mundo sem a poluição e o ruído em que estão mergulhadas. Só assim conseguiremos resolver os verdadeiros problemas: ao olhar para um assunto que se quer resolver (fotografar) e, com a nossa consciência/corpo (máquina), dar o nosso melhor, tirando ‘aquela fotografia’!
A Amor Luso é a minha máquina. Deixo o desejo para este 2026: que todos encontrem uma forma única de ver o mundo.”

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