Onde Estamos?
O almanaque da Amor Luso
Três minutos por semana para saber em que ponto do ano estamos no céu, na terra e em nós.
Sexta-feira 09 de outubro
Sexta-feira 02 de outubro
Sexta-feira 25 de setembro
Sexta-feira 18 de setembro
Sexta-feira 11 de setembro

Sabes para onde vamos? Nós também não. Mas sabemos onde estamos. E todas as semanas, em três minutos, dizemos-te.
Durante séculos, o almanaque foi o livro mais lido nas casas portuguesas. Dizia quando a Lua mudava, quando se semeava, quando se podava, quando as noites começavam a crescer. Não prometia o futuro. Situava as pessoas no ano. Era um mapa do presente, feito de coisas que se podem ver da porta de casa.
Onde Estamos? é isso, em vídeo, uma vez por semana. A Filipa senta-se à frente da câmara com o que a estação lhe deu para as mãos figos, uvas, azeitonas, alfazema e conta em que ponto estamos. O que faz o céu esta semana. O que muda na terra. O que isso pede ao corpo, à casa, ao jardim. E o que nós fazemos com essa matéria-prima, na oficina, para que dê um sabão, um óleo, um banho.
Não é um programa sobre produtos. É um programa sobre o tempo e os produtos aparecem porque a época os justifica, não porque há stock. Em setembro fala-se de vinho porque é vindima. Em novembro fala-se de azeite porque a azeitona está a ser apanhada. O ano decide o alinhamento.
Porquê “onde estamos”
Os estoicos diziam que só uma coisa nos pertence: o presente. Os budistas chamam-lhe atenção. A gente do campo nunca lhe chamou nada olhava para o céu de manhã e sabia o que havia para fazer. É desse saber que falamos: o de quem repara. Quem sabe onde está não precisa de saber para onde vai. Faz o que a semana pede, e a semana seguinte vem.
O que fica
Cada episódio parte-se em três e junta-se aqui, num compêndio que cresce todas as semanas:
O Tempo — o que a natureza faz: a Lua, a luz, as colheitas, as efemérides.
O Cuidado — o que isso muda em nós: um gesto por semana, para o corpo, a casa ou o jardim.
A Oficina — as nossas matérias-primas e o que fazemos com elas, com as perguntas de quem nos escreve respondidas uma a uma.
Ao fim de um ano, isto é um almanaque inteiro. O Almanaque Amor Luso 2027, em PDF, será oferecido a quem subscrever, cinquenta e duas semanas de céu, terra e cuidado, feitas devagar.
Início, meio, início
Nada aqui termina. A videira dá a folha na primavera, o vinho na vindima, a grainha depois e em janeiro poda-se para recomeçar. É assim que fechamos cada episódio, e é assim que pensamos a marca: não em linha reta, em ciclo. Há mais de dez anos que fazemos cosmética natural em Viseu com o que esta terra dá. Este é o primeiro programa em que a terra fala primeiro.
Novo episódio todas as sextas-feiras.